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A avaliação é uma ação que envolve aspectos de caráter epistemológico, político, ético e cultural. Tendo em vista operar com referências valorativas, está sempre de acordo com determinada visão de mundo.
Quando a visão de mundo em questão corresponde ao modo de conhecimento da ciência positivista, tem-se uma avaliação voltada exclusivamente para o objeto. Se a avaliação corresponder à visão de mundo do pensamento complexo, da filosofia, dos conflitos éticos, em que o objeto se constitui também pela intuição e pela sensibilidade, tem-se uma avaliação que privilegia a relação sujeito/objeto.
Essas duas concepções não são excludentes: a avaliação não pode ocorrer sem se levar em consideração a relação que há entre o objeto e o sujeito, da mesma forma que não pode desprezar recursos do conhecimento objetivo.
A concepção de avaliação que se pretende utilizar na UFCG é fruto da comunhão dessas concepções e se propõe a ser condição indispensável ao planejamento, contribuindo para a transformação não apenas de seu objeto mais imediato, mas estendendo seus efeitos a todo um feixe de relações que envolve o objeto avaliado.
Como conseqüência, a matéria prima da avaliação é o conhecimento que ambos, o objeto e o sujeito, individual e coletivamente, constróem ao longo do tempo. A excelência da UFCG, desejada pela comunidade, materializa-se através da criação, do compartilhamento e do uso do conhecimento em um ciclo iterativo e colaborativo de ações de planejamento, de avaliação e de execução de projetos pilotos de melhoria da instituição no ensino, na pesquisa e na extensão.
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